“Sair das dívidas: O seu melhor investimento”, por Gustavo Henrique Costa

Sair das dívidas

Você certamente se depara com pessoas querendo investir dinheiro, perguntando qual o melhor investimento, a “dica” mais quente e, não raramente, correndo atrás de fórmulas milagrosas de enriquecimento.

Enquanto educador financeiro, se me perguntarem “qual o melhor investimento”, eu com certeza diria que é a educação financeira. Ela lhe indicará as decisões mais adequadas que você precisa tomar.

Isso acaba sendo um pouco desmotivador para quem escuta. Geralmente, quem faz uma pergunta assim quer a indicação de algum lugar onde colocar o dinheiro e fazê-lo se multiplicar, de preferência da noite para o dia.

Muitos querem o peixe na mesa (sem se importar como vem o peixe, ou até mesmo sem saber que ele pode até não vir), mas pouquíssimos querem aprender a pescar.

Porém, em um planejamento financeiro, eu diria que o melhor investimento para uma pessoa é esse aqui: Sair das dívidas.

Sair das dívidas precede qualquer ato de investir. Uma pessoa endividada precisa, antes de direcionar seu dinheiro para render para ela (investimento), direcioná-lo para pagar quem lhe cobra alto (quitar as dívidas).

Somos uma sociedade consumista, imediatista e pouco poupadora, como falei em dois artigos que escrevi, disponíveis ao clicar AQUI e AQUI .

Por termos o hábito de consumo elevado, acabamos nos tornando, também, endividados.

E os números estão aí para comprovar.

Segundo essa pesquisa, divulgada em Janeiro de 2020, 65% dos brasileiros tem dívidas. Destes, 24% estavam em atraso médio de 60 dias e 10% continuarão inadimplentes. Esses números estão atualizados até 31/12/2019.

O número alto preocupa bastante. Mas a origem da dívida preocupa ainda mais: 79% dessas dívidas são com o cartão de crédito, que possui um dos juros legais mais caros do país e talvez do mundo.

Há dívida com cheque especial (maior que o próprio cartão de crédito), cheque pré-datado, crédito consignado, crédito pessoal, carnê de loja, prestação de carro e prestação da casa.

Não é preciso esforço para imaginar que hoje, julho de 2020, com uma das piores crises da história da humanidade, esses números devam estar ainda maiores.

Dívida ruim e dívida boa

Antes de tudo, é preciso dizer que o ato de se endividar não é por si só ruim.

Existe dívida ruim e dívida boa.

Uma dívida boa é aquela que você contrai para seu crescimento profissional, para sua educação, para gerar renda, para investir no seu negócio, dentre outras situações. Uma dívida boa é feita com planejamento financeiro. Geralmente, a pessoa/empresa entende que aquela dívida contraída vai lhe gerar mais retorno financeiro que os juros pagos ao banco onde contraiu a dívida. Fazer uma dívida boa é uma exceção para as pessoas, infelizmente.

O que temos de regra são pessoas endividadas com dívidas ruins. Aquelas voltadas para o consumo, para compras de bens supérfluos. Nas espécies de dívidas citadas pela pesquisa, no parágrafo anterior, estão alguns exemplos de dívidas ruins, em especial as piores de todas, que são o cheque especial e o cartão de crédito.

E de quem é a culpa por esse endividamento ruim?

Apontamos vários culpados para as nossas dívidas.

Primeiro colocamos a culpa no banco, que cobra altíssimas taxas de juros. Também apontamos o dedo para os governos, que não fiscalizariam os bancos impedindo-os de cobrarem essas taxas. Por fim, cobramos até mesmo as leis, como essa aqui, que pretende regular e reduzir a cobrança de juros.

Todos são culpados, menos nós.

Ocorre que nós ainda temos a nossa liberdade de escolha. Se um banco cobra taxas de juros altíssimas em um determinado produto (cheque especial ou cartão de crédito, por exemplo), há ferramentas acessíveis a qualquer pessoa para escolha de outro produto para ter uma dívida mais barata no mesmo banco. Se nenhum produto do banco lhe satisfaz, você pode escolher outra instituição financeira tranquilamente, ainda que seja apenas para contrair a dívida mais barata, sem ser cliente dela.

Vivemos numa livre concorrência, mercado aberto e opções não faltam. Então, podemos, por nossas escolhas, decidir a dívida mais barata para nós e não somente aceitar aquela taxa extorsiva que nos é imposta. 

Juros mais baixos da história

Por várias razões, que não é tema de discussão neste artigo, o Brasil está neste momento (julho de 2020) com a taxa de juros mais baixa da história: 2,25% ao ano.

Esse número que acabei de citar é a Taxa Selic.

Atenção: ela não é uma taxa que deve obrigatoriamente ser seguida na concessão de crédito. Por exemplo, não é por ela estar em 2,25% ao ano que todas as instituições só podem cobrar isso em seus créditos oferecidos. Não. Na verdade, ela serve apenas para ser o fundamento dos empréstimos contraídos pelo Governo.

Porém, para o mercado, ela funciona como uma referência, um parâmetro.

Referência para os bancos, que fazem suas taxas de juros caírem, pois a referência caiu.

E deveria servir também de baliza, vejam só, para nós mesmos. Ora,se nós estamos cientes de que a taxa de juros padrão no país é de 2,25% ao ano, por que nos sujeitar a taxas que cobram 100 vezes mais que isso, como o cartão de crédito e o cheque especial?

Saber que os juros estão baixos no país é uma poderosa ferramenta de conhecimento para ter o discernimento de em que dívida entrar e de que dívida sair.

E é justamente inspirado em ajudar esse movimento próprio das pessoas de sair das dívidas que escrevo este artigo, fornecendo algumas informações e ferramentas práticas objetivas.

Indicarei, assim, 03 fases para você implementar para sair das dívidas. Essas fases são medidas que você pode tomar agora, desde já, para fazer o seu melhor investimento: conseguir se livrar ou aliviar as suas dívidas.

Chamarei essas fases de IniciativaPlanejamento e Ação.

1ª Fase – INICIATIVA – Decida sair

A primeira fase tem que começar com nossa iniciativa. É preciso querer sair das dívidas.

Acredite. Há pessoas que não se incomodam em ter dívidas. Algumas até repetem uma crença limitante histórica, cultural, mas extremamente nociva, de que “quem não tem dívida não tem nada” (vocês já escutaram essa?).

Tudo bem. Para as pessoas que tem esse pensamento, nenhuma etapa surtirá efeito, já que há esse modelo de agir que julgam como correto.

Porém, se você quer sair das dívidas, é preciso dar o primeiro passo. E esse primeiro passo é uma decisão pessoal simples, mas eficaz: “Eu quero sair das dívidas”.

Se foi decisão nossa, ainda que inconsciente, entrar naquela dívida, também precisa ser decisão nossa, mas agora consciente, sair dela.

Muitas pessoas escondem as suas dívidas. Não as enfrentam ou não buscam ajuda para solucioná-las por diversos motivos: orgulho próprio, vergonha de expor a vida pessoal e financeira ou até medo. Superar isso é necessário.

Outras, e diria que é a maior parte, não tem essas barreiras “psicológicas”. Elas não solucionam as dívidas ou amenizam os seus efeitos por puro desconhecimento.

Não sabem que é possível diminuir as dívidas, quitá-las ou usar ferramentas disponíveis a qualquer pessoa para geri-las.

Em ambos os casos (falta de conhecimento e/ou barreiras psicológicas) a nossa iniciativa é fundamental.

Escolher sair das dívidas é um passo importantíssimo. Significa que você tomou a decisão de enfrentar um problema financeiro sério. E, com isso, poderá ir atrás de encontrar as soluções. E para a sua felicidade elas existem e estão à sua mão! 

2ª Fase – PLANEJAMENTO – Conheça as suas dívidas.

Uma vez decidido a sair das dívidas, é hora de conhecê-las.

Isso é importante pois, acredite ou não, muita gente sequer sabe o que e como está devendo.

Uma dívida é composta de alguns elementos básicos: O valor Principal, os juros a serem pagos e o prazo de pagamento (geralmente em meses). É como um aparelho, que você pode desmontar e olhar as suas peças para ver como ele funciona.

Para ilustrar o que afirmei, vou citar um caso concreto de uma simulação que acabei de fazer em um banco tradicional, pedindo R$ 10.000,00 em um produto chamado “Crédito Automático”, para pagar em 24 meses:

a) VALOR PRINCIPAL (Elemento 1 e principal) – R$ 10.000,00

b) JUROS (Elemento 2 e acessório) – 2,75% ao mês

c) PRAZO PARA PAGAMENTO (Elemento 3 e acessório) – 24 meses

Além dos juros, há encargos adicionais, acrescidos geralmente no início da contração do crédito, e diluídos nele ao longo do contrato, encarecendo o pagamento.

Esses encargos (IOF, seguros oferecidos, tributos, tarifas, etc.), aliados aos juros, formam o chamado Custo Efetivo Total – CET, que é o exato percentual que você pagará por aquela dívida.

No caso concreto apresentado, por exemplo, eu mencionei que os juros ofertados são de 2,75% ao mês, um total de 33% ao ano. Porém, na simulação que eu fiz, com os encargos, o Banco nos indica que o CET ficou em 38,45% ao ano (ou seja, em um ano, 33% você paga de juros e 5,45% de encargos). Os Bancos são obrigados a lhe informar o Custo Efetivo Total de sua dívida, antes de contrair.

Só um parêntese para você já ir se situando com as ferramentas que irei apresentar. Uma dívida simples como essa lhe oferta o pagamento de juros de 2,75% AO MÊS. A Referência da SELIC, como vimos, é de 2,25% AO ANO. Já se percebe que é uma dívida em que você paga mais de 12x o valor da taxa referência de juros no Brasil.

Conhecendo a dívida e como ela é dividida, você consegue identificar os pontos em que pode atuar para diminuí-la.

O elemento 1 (valor principal) é aquele valor que você já recebeu quando pediu o empréstimo e foi creditado em sua conta, quando contraiu a dívida. É sobre esse valor que sua dívida cresce com o acréscimo dos juros e o curso do prazo. Esse elemento da dívida é a base para iniciar uma negociação, afinal nenhuma instituição financeira, salvo em raríssimas exceções e situações excepcionais, aceitaria receber menos do que emprestou.

Os elementos 2 (Juros e CET) e 3 (prazo para o pagamento) estão ao seu alcance e podem ser trabalhados para permitir uma eventual diminuição de sua dívida ou até mesmo, se você puder, a quitação. Eles são acessórios e foram escolhidos por nós ao contrair a dívida. Esses dois elementos nós podemos mudar com as ferramentas que apresentarei. E consequentemente diminuir o valor da dívida.

Nesta fase de planejamento, o importante está nisso: conheça o valor principal da sua dívida, qual o percentual do CET e o prazo que tem para pagar.

Nesse momento, você deve parar de jogar e botar a bola no chão. Concentrar-se em conhecer a sua dívida. Escrever no papel qual foi o valor principal que você contratou, qual o CET dela e qual o prazo para ser pago.

Muitas pessoas enxergam apenas o valor da parcela, se é mais barata ou cara, ou somente a taxa de juros como ela é apresentada.

Isso é um erro.

Uma dívida com parcelas numericamente mais baratas, mas em prazo de pagamento maior, acaba se tornando uma dívida bem mais cara. E uma dívida com juros nominais mais baratos pode esconder um CET mais caro.

É necessário, sempre, estar atento ao Custo Efetivo Total (Juros mais encargos) e ao prazo de pagamento, para poder ter a dimensão de sua dívida.

De posse dessas informações que você pode obter facilmente, olhando para a dívida que você tem, passamos à 3ª e última fase: ações concretas para sair das dívidas.

3ª Fase- AÇÃO – Saindo das dívidas

Você decidiu sair das dívidas (1ª Fase) e agora sabe qual é exatamente, além do valor principal dela, o seu Custo Efetivo Total e quantas parcelas faltam pagar (2ª fase). É hora de agir.

A ação aqui descrita envolve algumas etapas que você pode usar numa sequência ou valer-se de cada uma dessas ferramentas isoladamente, se isso resolver o seu problema. O foco aqui é nos livrar da dívida ou diminuir o seu valor.

Seguem as ferramentas que separei para apresentar.

1.      Renegocie (Ferramenta imediata de curto prazo)

Suas dívidas certamente foram contraídas meses ou anos atrás. Foram tomadas em um cenário de juros mais altos que o atual, como sempre aconteceu no Brasil.

Vale repetir, caso não tenha ficado claro: O Brasil está em sua menor taxa de juros da história. São 2,25% ao ano. Qualquer período anterior a este que estamos agora, meses ou anos atrás, tinha juros mais altos.

Use essa taxa como referência para ver como está sendo desenhada a sua dívida, em relação ao produto financeiro que você está sendo cobrado (cheque especial, cartão, crédito consignado, crédito pessoal, prestação de carro, prestação de casa, etc.).

Obviamente que há produtos financeiros mais arriscados e a taxa cobrada pelo banco, a depender do produto, pode ficar mais longe ou mais próxima dessa referência.

Porém, o cenário em que você contraiu a dívida era outro. Os juros eram mais caros. E os juros que foram oferecidos a você na época, com a mais absoluta certeza, eram mais caros. Conheça a sua dívida, veja como estão os juros hoje e você irá concluir isso que acabo de afirmar.

Atenção: apesar de a Taxa Selic ter despencado, os juros da sua dívida não vão simplesmente baixar. Há um contrato celebrado entre você e o banco e será cumprido até o fim com a taxa que está lá. Você precisa negociar com o seu credor a cobrança desses juros.

Então, não se acomode. Fale com sua instituição financeira, conheça os juros da concorrência e renegocie a sua dívida.

Renegociar, lembre, significa buscar diminuir os elementos 2 (CET) e 3 (prazo de pagamento) que compõem a sua dívida. É com base neles dois que você consegue atuar e decidir.

Vou lhe dar agora uma preciosa informação que servirá para base da sua renegociação e também para uso de todas as ferramentas que apresentarei na sequência.

Como dito, a Taxa Selic não é a taxa usada para concessão de empréstimos/dívidas a pessoas. A concorrência é livre. Porém, o Banco Central do Brasil mensalmente apresenta uma Taxa Média de Juros do mercado. Ele quer dizer às pessoas a média que o mercado está cobrando pelos juros de cada produto financeiro.

Por exemplo, em maio, o BC apresentou as seguintes taxas médias verificadas no mês de abril (colocarei por ordem crescente da mais barata para a mais cara):

PRODUTOS FINANCEIROS

a) Crédito consignado (setor público) – Juros de 18,28% ao ano ou 1,41% ao mês

b) Financiamento de veículos – Juros de 20,39% ao ano ou 1,50% ao mês

c) Crédito consignado (INSS) – Juros de 21,62% ao ano ou 1,64% ao mês

d) Crédito consignado (privado) – Juros de 29,11% ao ano ou 2,15% ao mês

e) Crédito Pessoal – Juros de 86,37% ao ano ou 5,32% ao mês

f) Cheque Especial – Juros de 148% ao ano ou 7,88% ao mês

g) Cartão de Crédito – Juros de 313,43% ao ano ou 12,56% ao mês

Os créditos de compilação desses dados são atribuídos a essa reportagem, que pode ser acessada ao clicar AQUI .

Perceba que esses dados são referentes a abril/2020. Quando essa verificação foi realizada, a Taxa Selic estava em 3,75%. De lá para cá, houve 2 reuniões do Copom. Uma em maio, que baixou a Selic para 3% e a última, em 17/06/2020, que definiu o novo patamar já citado nesse artigo: 2,25%.

Ou seja, é extremamente provável que essa taxa média de juros ao mercado esteja, agora em julho, ainda menor do que esses dados que só consegui até abril/2020.

Portanto, aí estão as referências. Mãos à obra para usar a ferramenta da renegociação.

2.      Saia de uma dívida em que você paga mais, por uma em que você paga menos (Ferramenta de curto prazo)

Se a sua renegociação não surtiu efeito algum (o que acredito ser MUITO improvável), você pode sair da sua dívida mais cara para uma dívida mais barata.

Se você está pagando dívida referente a Cartão de Crédito ou Cheque Especial, você poderia, por exemplo, pegar um crédito consignado para pagar a sua dívida e ter uma dívida nova com juros bem menores.

Como mostra a tabela que citamos nesse artigo, na prática você sairá de juros de 12,56% ao mês (Cartão) ou 7,88% ao mês (cheque especial) para 2,15% (consignado particular), 1,64% (consignado INSS) ou 1,41% ao mês (consignado público).

Isso permitirá diminuir sua dívida de forma considerável, como se pode facilmente perceber.

É estranho trocar uma dívida por outra? Pode ser. Mas não é inteligente pagar mais caro quando você pode pagar mais barato.

3.   Faça uso da Portabilidade de Crédito (Ferramenta de curto prazo);

Há um instrumento ainda pouco conhecido das pessoas, mas que já existe desde 2013, quando o Banco Central o criou através da Resolução nº 4.292.

Assim como você pode fazer a portabilidade da sua linha de telefone celular para outra operadora, você também pode fazer a portabilidade de crédito da sua instituição financeira para outra. Você sabia que isso existe?

Em resumo, a portabilidade de crédito permite que outra instituição financeira pague a sua dívida e você passe a pagar a nova dívida a este outro credor. Você não precisa fazer essa negociação entre eles. É só procurar uma instituição que lhe ofereça uma dívida mais barata e ela fará todo o procedimento de quitação com o seu atual credor.

É necessário repetir que você só usará a portabilidade se a dívida nova oferecida for realmente mais barata que a sua. E você já sabe como fazer isso, como mostramos nesse artigo.

Caso a nova dívida seja mais cara que a anterior, a portabilidade de crédito deixa de fazer sentido, a não ser que você queira simplesmente mudar de instituição financeira.

Você pode conferir todas as informações e dúvidas que tiver sobre portabilidade clicando AQUI .

4.   Venda de bens supérfluos (Ferramenta de curto/médio prazo)

Em qualquer situação, seja no estágio atual de sua dívida ou já depois de tê-la negociado e conseguir uma mais barata, você sempre pode conseguir mais dinheiro para quitá-la ou aliviá-la.

Vender bens supérfluos, inservíveis ou sem utilidade para você pode ser uma opção.

Ter coisas que não lhe servem em casa é perder dinheiro e nesse momento você está precisando dele, dinheiro, para pagar e sair das dívidas. Considere se desfazer daquilo que para você não tem mais sentido ou que não é prioritário. E isso vale para tudo: Carro (um mais barato não lhe seria útil?), celular caro (precisa daquele de última geração?), qualquer bem que valha uma reflexão.

5.   Alteração do padrão de vida (Ferramenta de curto/médio e sem fim)

Esta é a ferramenta menos utilizada e que pode menos interessar ou até lhe impactar se eu a indicar. Porém, ela é de longe a mais fácil, a mais poderosa, e a mais eficaz de todas as que citei.

Na verdade, usando essa ferramenta, você não precisará, futuramente, usar mais nenhuma das outras ferramentas que mencionei. Em outras palavras, seria a prevenção para não usar os remédios.

Porém, para isso, é preciso adentrar no universo da Educação Financeira. Em meu artigo “Os 5 elementos da SUA educação financeira”, disponível ao clicar aqui, você perceberá que os nossos valores formam a nossa educação financeira.

Refletir sobre o estilo de vida que levamos é necessário. A simplicidade e a ostentação estão sempre em conflito e cobrando os seus preços. O consumo consciente e o uso desnecessário de recursos também estão.

Tudo isso impacta o nosso padrão e estilo de vida e com muita frequência nos leva a dívidas.

Analisá-lo, repensá-lo e ter comportamento para mudá-lo vai lhe permitir mudanças num prazo curto, num prazo médio e eu diria que num prazo para a vida inteira.

CONCLUSÃO

Espero que o artigo tenha lhe ajudado.

Como disse no começo, Educação Financeira é o melhor investimento que você pode fazer. Porém, se você está em dívidas, é preciso sair delas. O seu melhor investimento, neste momento, é pular fora das dívidas.

É preciso respeitar as etapas. Primeiro busque se reerguer (sair do endividamento)aprenda a andar (conhecimento sobre educação financeira básica) e só então você corre (aprender a investir em produtos financeiros).

E nunca estivemos num momento tão propício para tentar se reerguer. Os juros estão no patamar mais baixo da história e você tem diversas ferramentas para utilizar.

Tenha iniciativa, planeje, use as ferramentas e saia das dívidas.

Gustavo Henrique Costa é Educador Financeiro, Consultor Financeiro, Investidor, Palestrante em assuntos de educação financeira e conteudista do site Jovem Economista.

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